Quem me conhece sabe bem que em toda a minha vida pastoral – e lá se vão mais de 40 anos -, sempre mantive uma postura íntegra, amigável, apaziguadora, ponderada e incorruptível. Sempre busquei construir pontes e não muros, porque acredito no diálogo como poder de transformação. Quando decidi seguir também por uma vida pública, sendo representante de uma legião de brasileiros descrentes da política, não poderia ser diferente a minha postura.

Trago comigo, intrínseco, que valores morais e éticos são inegociáveis. Tenho sido correto e responsável na construção de um mandato que, verdadeiramente, possa representar o povo que me elegeu.

Graças a Deus, tenho caminhado em meio as mais astúcias armadilhas, mas caminhado sem manchas que possam desabonar a minha conduta. Dizem que na política é preciso escolher um lado, mas o radicalismo não me deixa confortável, diante de um cenário tão complexo e instável que estamos vivendo no Brasil é preciso maturidade e razoabilidade.
Meu lado será sempre o lado do povo que clama pela verdade, transparência e justiça. É nossa obrigação trabalhar para que o Estado ofereça suporte na construção de uma sociedade justa.
Recentemente, conseguimos mudar um governo que por mais de 13 anos aparelhou o país para perpetuar no poder. A batalha foi dura, mas conseguimos libertar nosso país. Agora, felizmente, estamos vendo a justiça desmantelar a quadrilha que saqueou o nosso país. Por isso, não vamos mais permitir a volta desses esquerdopatas. Mas o caminho é longo para reparar todo o dano causado. O governo agora está tentando arrumar o país. O desemprego, que passava da casa de mais de 14 milhões, recuou. Está reestabelecendo a confiança dos investidores no Brasil. A economia dá sinais de recuperação.

Infelizmente, medidas de austeridade, ou seja, medidas rígidas serão tomadas para arrumar a casa. Não será do dia para a noite que viveremos novamente dias de glória. É extremamente necessário ter discernimento para tomar as decisões que certamente vão colaborar para acertar o rumo do nosso Brasil.

A meu ver, a saída do Temer neste momento, representa um fortalecimento do comunismo e da esquerda que, como sabem, persegue a igreja. Ontem, quando da votação, o placar já estava definido a favor do presidente Temer quando optei por votar SIM.

Mas destaco: a investigação contra o Temer continua. Ele apenas será mantido no cargo de presidente, por questões constitucionais para dar estabilidade ao país, cessar o desemprego e evitar que o povo sofra ainda mais.

O grupo Globo trabalha contra a igreja, manipula e instiga a população contra o governo, que possui muitas falhas, é verdade. Mas por outro lado, devemos ser sensatos e responsáveis para reconhecer que o governo aos poucos tem buscado uma estabilidade econômica para o país na busca pela geração de emprego e renda.

Não podemos ser irresponsáveis a ponto de achar que o país se resolverá retirando do poder mais um presidente e fazendo com que o país tenha três presidentes em praticamente dois anos. A eleição direita para que um esquerdista volte ao poder não é a solução. Uma intervenção militar também não é a solução.

A solução virá com a inteligência do povo brasileiro, que em pouco mais de um ano vai escolher, com responsabilidade, um novo governante. Até lá precisamos ser ponderados e buscar esclarecimentos e não cair na armadilha do discurso da esquerda que saiu do poder e, agora, quer voltar a qualquer custo e de forma irresponsável ataca os que não compactuam da imoralidade das suas ideologias.

Estamos trabalhando afinco na Câmara dos Deputados para reestabelecer o equilíbrio do nosso Brasil. Volto a afirmar: as denúncias contra o presidente são graves, a investigação continua e posso rever o meu posicionamento. Esclareço que não recebi cargos ou negociei meu voto. Não votei na pessoa do presidente. Votei com consciência pelo equilíbrio do Brasil.

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