Parlamentares e especialistas debateram o legado em bate-papo interativo com a população por meio do portal e-Democracia

Na tarde de quarta-feira (7), a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, sob o comando do deputado federal Ezequiel Teixeira (Podemos/RJ), realizou a primeira audiência pública interativa com imagens ao vivo do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Por webconferência, o presidente da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO), Paulo Márcio Mello, mostrou à distância as estruturas e equipamentos que estão sendo gerenciados pela União. Ele também esclareceu os questionamentos dos parlamentares quanto à agenda da autarquia no aproveitamento do legado.

O presidente da Comissão, Ezequiel Teixeira, destacou a ação inovadora. “Hoje, com uso da tecnologia, um passo importante foi dado no trabalho do colegiado. Recentemente, estivemos em visita técnica no Parque da Barra e hoje mostramos para toda a população as condições em que se encontram as estruturas. O legado ainda não está sendo 100% aproveitado, mas também não está largado como noticiam. Estamos trabalhando para que logo a população possa usufruir e que seja um excelente incentivo ao esporte em nosso país”, disse.

Na ocasião, o presidente da AGLO, Paulo Márcio Mello, defendeu o legado. De acordo com ele, as estruturas não estão abandonadas e estão sendo devidamente utilizadas. Paulo Márcio deu destaque à agenda da gestora, com diversos eventos e competições já realizados e programados no Parque Olímpico. “No Velódromo, já realizamos o Rio Bike Fest e o Campeonato Carioca de Ciclismo de Pista. Os atletas de alto rendimento já estão fazendo uso da pista para treinamentos, além de competições. O UFC também foi realizado no Parque”, lembrou.

“Nossos maiores medalhistas, os atletas miliares, já estão treinando nos equipamentos. O meu desafio e da minha equipe é suprir a cada dia a ansiedade da população com trabalho e dedicação. Não é uma tarefa fácil, mas vai trazer para os brasileiros um reconhecimento mundial. Não só por conseguir realizar grandes eventos, mas mostrar a nossa capacidade em colocar um legado à disposição dos nossos atletas e de fazer inclusão social. Com o planejamento que estamos fazendo, com essas audiências públicas, com essa troca de ideias, não tenho dúvidas que em um curto espaço de tempo vamos ver o nosso legado olímpico funcionando”, acrescentou o presidente da Governança Olímpica.

Já a deputada e presidente da Comissão de Participação Legislativa, Flávia Morais (PDT/GO), parabenizou a iniciativa pela facilitação da participação de cidadãos e na prestação de contas do trabalho realizado, para que o legado olímpico seja referência mundial.

Marco Antônio Cabral (PMDB/RJ) deu destaque ao trabalho do Ministério do Esporte e AGLO e à inciativa do projeto do Ginásio Experimental Olímpico (GEO) pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O parlamentar ainda acrescentou que apresentou requerimento para que a CESPO faça visita técnica também ao Parque Radical de Deodoro, no intuito de agregar as comunidades que estão no entorno.
O deputado João Derly (REDE/RS) criticou a ausência do Comitê Olímpico Organizador (COB) na audiência pública e cobrou o devido aproveitamento dos grandes eventos realizados no Brasil. O Parque abriga arenas dos Jogos Olímpicos Rio 2016 que estão sob a gestão da recém-criada Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) vinculada ao Ministério do Esporte.

Ao longo da reunião, Fábio Mitidieri (PSD/SE) questionou os elevados custos com a administração do Parque pela AGLO. E, por isso, cobrou uma solução rápida por parte dos responsáveis, para que o erro no planejamento das construções das obras olímpicas não se repita nos projetos pós Jogos Olímpicos e não signifique mais desperdício de recurso público.

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