Diante de um país cada dia mais castigado pela violência é compreensível o desejo dos brasileiros por uma punição severa aos infratores. O Estado cumpre o dever de reprimir, punir e afastar da sociedade os que infringem a lei, mas infelizmente, nosso sistema ainda não está preparado para a readaptação dos presos à sociedade. É inegável o sentimento de indignação que veste a população que, incrédula, duvida, da capacidade do infrator de voltar a conviver em sociedade.

Mas não podemos desprezar a razão da população que sofre na pele a violência cotidiana. É sabido que para muitos criminosos não há recuperação; para outros, não interessam as boas oportunidades de reinserção social. Felizmente, para a maioria, uma nova chance de transformação é possível. E não podemos negar!

E é nesse ponto que o esporte faz a diferença, principalmente, na vida daqueles que querem traçar novos caminhos. É a chance que temos de construir uma sociedade mais segura, igualitária e justa. O esporte aponta novos valores e recupera aqueles que foram perdidos, provocando um despertar para os aspectos éticos de uma sociedade equilibrada. É a busca pela integração e interação que garante atitudes contrárias à criminalidade. É o despertar consciente para a solidariedade, para a empatia e para a tolerância entre as pessoas.

O esporte contagia, motiva e impacta positivamente não somente o comportamento daqueles que serão transformados, mas também as famílias e a sociedade como um todo. Diante da ineficiência do Estado em prover oportunidades saudáveis e de trabalho educativo, somos também responsáveis pela formação e transformação do ser humano. Portanto, a prática do esporte como instrumento de ressocialização representa uma chance primorosa de retomar valores, quebrar barreiras e vencer limitações para alçar um futuro diferente para o nosso país.

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